terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Livro contará a história do Santuário Matriz do Divino Pai Eterno de Trindade - GO

“No dia 9 de setembro de 2012, o Santuário Matriz do Divino Pai Eterno em Trindade completa 100 anos de sua construção.

O estudante de jornalismo Paulo Afonso Tavares, que também é catequista da Paróquia de Trindade e coordenador da Pastoral da Juventude, lançará em breve um livro que conta a história da construção desta igreja. “Santuário Matriz: 100 anos de acolhida e evangelização”, conta com a colaboração dos historiadores Amir Salomão Jacób e Rildo Souza, e será lançado numa parceria da editora Kelps e PUC Editora.

O autor cedeu os direitos da comercialização do livro em prol das obras de restauração do Santuário Matriz. O livro contará com o prefácio do Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Padre Robson de Oliveira.”
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quaresma, tempo de descobrir que o amor é possível

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O pecado é o maior obstáculo para o amor
Em poucos dias, na Quarta-feira de Cinzas, começaremos um período litúrgico importante da nossa fé católica: a Quaresma. O tempo quaresmal, eminentemente penitencial, em preparação para a Páscoa, é o propício momento em que todos nós, fiéis batizados, somos convidados a intensificar a vida de oração, penitência e caridade, com realce especial ao jejum e à abstinência. Contudo, só se compreende a Quaresma por intermédio do olhar de um Deus, que se encarna, morre e ressuscita por amor a cada um de nós. Isso mesmo, Deus mergulha na epopeia e tragédia da vida humana para nos resgatar das correntes do pecado e dar-nos a vida eterna.
A Quaresma está intimamente conectada com o desejo de felicidade e infinito, latentes em cada coração humano. Sem ela não se entende o ser cristão, sem ela não se entendem os mistérios da indigência e da grandeza humana. Constata-se por muitos espaços da vida humana um mar de tristezas e frustrações. A depressão, segundo dizem, é o mal de nosso século. Nunca sentimos tanta falta de infinito, e nunca estivemos tão presos ao efêmero, ao passageiro, ao transitório, àquilo que não gera relações humanas, valorizando demasiadamente o virtual e nos esquecendo do real, da dor, das misérias, da pobreza, da violência e das misérias morais que relativizam o belo e o sagrado e geram a cultura do descartável.
O que impede o coração humano de encontrar a felicidade? Muitas são as respostas, muitos estudos são apresentados diariamente nos meios de comunicação. Buscam-se explicações psicológicas, sociais, econômicas, políticas, entre outras. Mas são poucos os que chegam ao fundo do problema. A verdadeira e plena felicidade só será alcançada quando passarmos pela via quaresmal, caminho de purificação e penitência, que nos liberta, por meio da graça, dos grilhões do pecado.
O pecado é o maior obstáculo. Infelizmente, estamos imersos numa cultura que o comercializa. O mais triste é que, ao buscar a felicidade, a humanidade parece afundar-se cada vez mais no lodo e morre sufocada pelo veneno do pecado, que destrói almas e sonhos. E é a própria sociedade que promove esse tipo de vida, se questiona dos porquês dessas realidades que contaminam o orbe sem se importar com as condições econômicas ou sociais das pessoas.
A maior alienação é a incapacidade de perceber o quanto o ser humano se quebra quando se entrega ao pecado. Existe uma desintegração espiritual que se manifesta na sociedade e prolifera em estruturas. Ele nasce pessoal e, em proporção com a matéria, gravidade e circunstâncias, gera o mal social.
O reconhecimento de nossas misérias e fraquezas diárias é o primeiro passo para o encontro profundo consigo mesmo e com Deus. O pecado é a desintegração da nossa natureza e aliena nossa vida da realidade eterna a qual todos nós somos chamados. A penitência não é masoquismo, mas reconhecer de modo concreto e visível a nossa indigência e necessidade. Ela nos coloca no caminho do perdão, que é o resgate da unidade perdida pelo mal. O salmo penitencial 51(50) exclama, com beleza poética, o drama do pecado e a recuperação do Rei Davi. A primeira coisa que o pecado ataca é nossa consciência, ou seja, a capacidade de perceber e distinguir o mal e o bem. O Rei Davi possui a graça de ter um grande amigo, o profeta Natã. Este, sem medo das consequências e guiado pela força do Espirito Santo, o [Davi] acusa do seu pecado. A paz e a felicidade voltam ao rosto do rei de Israel apenas quando ele reconhece e deseja reparar o mal cometido.
O pecado nos coloca no sono mais profundo e nos impede de encontrar a paz que deve reinar em nossas vidas. Só por intermédio da paz, que nasce do encontro com Cristo misericordioso, ao nos arrependermos, poderemos encontrar a felicidade. Os verdadeiros amigos são aqueles que nos ajudam a despertar e a ver a realidade em toda sua complexidade, como fez Natã com Davi. Eles são capazes disso não porque sabem mais ou são mais capacitados, mas, sim, porque nos amam. Como está escrito em Eclesiástico: "O amigo fiel é poderoso refúgio, quem o descobriu, descobriu um tesouro" (Eclo 6,14).
A crise de felicidade está proporcionalmente relacionada com uma crise de amizade. Poucos encontram verdadeiros amigos. Muitas vezes, não sabemos ser bons amigos. Neste clima de preparação para a Jornada Mundial da Juventude, que será sediada na cidade do Rio de Janeiro, conclamo ao jovem: desperte com o encontro com Cristo, o dom da amizade. Não se pode ser cristão sozinho. Jovem evangeliza jovem. Com razão impacta, positivamente, milhões de pessoas a participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, no encontro com Cristo juntamente com o Santo Padre o Papa. Nessas jornadas, os jovens descobrem que a amizade já existe entre eles, pois todos possuem em comum o grande Amigo Jesus Cristo, Aquele que nunca nos abandona.
Dizem que hoje as pessoas não querem se relacionar, desejam apenas se "conectar", pois é mais fácil colocar o outro em "off". O medo de criar laços sólidos brota, em muitos casos, da incerteza do amor. O pecado apaga de nossas vidas a certeza de que é possível amar. A fragmentação de nosso ser, oriunda do pecado, nos impede de confiar no outro.
Assim, neste importante tempo de Quaresma despertemos novamente o nosso desejo de felicidade. Purifiquemos nossas almas do pecado, que obstaculiza o encontro com Cristo, Amigo capaz de nos guiar com passos seguros. Como o Rei Davi, peçamos a Deus piedade por nossos pecados. Não tenhamos medo de reconhecer nossas transgressões.
Deus conhece nosso ser, ama a verdade e nos ensina a sabedoria. Ele nos dá a felicidade, o júbilo e nos purifica de todas as iniquidades, fazendo-nos "mais brancos do que a neve". Sobretudo, Deus cria em cada um de nós um coração novo com a ajuda da penitência e do perdão sacramental. A via quaresmal, bem vivida, despertará em nós um espírito firme e devolverá o júbilo da salvação (cf. Sal 51).
Que nesta Quaresma tenhamos a coragem de fazer uma passagem profunda de purificação do pecado para a graça, no caminho bonito do itinerário do seguimento e discipulado do Redentor!

Conheça os tipos de jejuns recomendados:

:: Jejum da Igreja
:: Jejum a pão e água
:: Jejum à base de líquidos
:: Jejum completo

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Oração da Campanha da Fraternidade 2012

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades
do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Emocionante história de fé e devoção ao Divino Pai Eterno

A seguir entrevista com o jovem estudante de jornalismo, católico praticante, Paulo Afonso, que dá início a sua carreira de escritor, lançando seu primeiro livro, "Santuário Matriz: 100 Anos de Acolhida e Evangelização". Veja os principais trechos.

Por quê escrever sobre a construção da Igreja Matriz de Trindade?

Paulo Afonso. Este livro é fruto de uma inquietação íntima, de quando comecei a perceber que muitos devotos não sabiam que o Divino Pai Eterno é Deus Pai Criador. Também é uma tentativa de narrar a história de 172 anos de fé, amor e devoção que eu ainda não conhecia bem. Lembro-me de quando eu tinha por volta de 8 anos de idade, ocasião em que visitei Trindade pela primeira vez. Deparei-me com uma grande multidão que chegava a Trindade, cantando e louvando o Pai Eterno. Isso me emocionou muito e eu quis saber toda a história. Desde aquele dia comecei a aprofundar-me na história divina, mas nunca imaginei que um dia seria eu a narrar o grande acontecimento. Sinto-me honrado e agradecido a Deus por tamanha graça. Neste ano de 2012 ele completa 100 anos de construção. Embora as pessoas se voltem para ele, a maioria não conhece a sua história de acolhida e evangelização. São 100 anos de história em que houve acontecimentos magníficos – de bênçãos, de graças e de amor entre Deus e seus filhos amados. É uma história emocionante, que leva o coração a amar e a procurar o Pai Eterno em sua Casa Santa.


Qual o fato mais interessante sobre este livro?

Paulo Afonso. Deparei-me com acontecimentos interessantíssimos. O nosso santuário já pegou fogo e quase foi consumido pelas chamas. Um fato hilário foi quando entraram ladrões para roubar o cofre do santuário. Avisados da invasão os padres reuniram um grupo de pessoas para defender o Santuário. Estes notaram que um dos integrantes do grupo estava só de cueca. A correria foi tão grande que ele não percebeu a situação, a vergonha foi imensa. Tenho certeza que poucos sabem desse fato. Mas o livro é cheio de informações, que surpreendem a quem ler.


Você pensa que o livro interessará aos não-católicos?

Paulo Afonso. O livro tem um público-alvo que são os romeiros que visitam o nosso santuário. Contudo, será de grande valia para aqueles que quiserem conhecer a nossa história. Trindade tem 91 anos de emancipação política, desde que ganhou fórum da cidade. O progresso se deu em torno do Santuário. Entretanto, por mais que o foco do livro seja a igreja Matriz, o livro não é religioso, é histórico. Tenho amigos e parentes evangélicos que já garantiram que querem adquirir exemplares desta obra literária. Um fato que considero interessante: a primeira pessoa que leu este livro foi um grande amigo evangélico, pai de evangélicos, Prof. William Carey Fróes, que me incentivou e ajudou-me a formatar os textos do livro. A segunda pessoa a ler foi um católico, também meu amigo, padre Robson de Oliveira, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, e que escreveu o prefácio do livro.


Como é que surgiu a vontade de se tornar escritor?

Paulo Afonso. Desde cedo eu aprendi a ler, e minha grande paixão foi ler. Encantava-me e ainda continua me encantando o mundo da leitura. O ato de ler sempre foi um prazer muito grande, ao ponto de haver lido todos os livros literários das bibliotecas dos colégios aonde eu estudei. Quando os livros já tinham sidos lidos, descobri o mundo mágico das bibliotecas de Goiânia. Era um leitor tão assíduo que sempre ganhava cartões das bibliotecas em datas especiais. Tornei-me amigo de escritores, pois esse elo de amizade se tornava possível conhecendo os escritores por meio de suas obras. Então quis ser um escritor. Mas não sabia como fazer. Sempre gostei de escrever poesias, crônicas e acrósticos. Cheguei a ganhar alguns concursos literários. Certo dia tive a minha redação do vestibular selecionada em uma antologia, junto com uma redação de um professor de Anápolis para representar Goiás em um concurso para jovens escritores. Foi mágico ao ver um livro com o meu texto. Não minto, sempre desejei ser escritor e como tal ser lido, tornar-me imortal na literatura. É um grande sonho que começa a ser realizado.


Depois do primeiro, já tem em mente alguma outra obra?

Paulo Afonso. Sim, tenho alguns em mente. No dia 9 de setembro de 2012, o nosso santuário completa 100 anos e para comemorar esta data, quero lançar um livro dos Vigários de Trindade, com fotos, biografia e suas contribuições para o município e para a Igreja. Como o padre Gabriel de Campos Vilela, que construiu o Ginásio Pai Eterno, hoje Colégio Estadual Divino Pai Eterno e a Vila São José Bento Cottolengo. O padre João Cardoso de Souza, que escreveu o hino de Trindade e idealizou a bandeira de nossa cidade. Este é outro livro histórico que já está em fase de finalização. Também já conversei com a professora Iraci Borges sobre escrever a biografia dela. O que ela fez por Trindade no campo da educação e cultura ninguém mais fez. Para este trabalho pretendo usar como roteiro um texto publicado na revista “Visão Critica”. Poucos conhecem toda a história de luta e determinação desta grande mulher. Outro assunto interessante é a Igreja Cristã Evangélica do Brasil que completou 66 anos de templo construído em Trindade, que também tem uma história lindíssima de fé e unção. Como um dos primeiros pastores desta igreja era amigo do nosso saudoso padre Pélagio Sauter, como os dois eram, um britânico e o outro alemão, gostavam de tomar cachaça juntos. Olha que lindo! O ecumenismo já era uma prática naquela época. Eu falei com o meu amigo, professor William, que é irmão do pastor Davi, se eles não escreverem este livro, eu vou tomar esta responsabilidade para mim. Pois é a nossa história. História de nossa cidade e de nosso povo.


Os trindadenses se interessam pela preservação de sua história?

Paulo Afonso. Infelizmente não. Pois um exemplo é este livro que escrevi. Ele já deveria estar escrito há anos, não por mim, mas por outros. Para preservar a nossa história, tradição e cultura. Nas escolas de Trindade não é ensinada a história de nosso município, isso deveria ser obrigado por lei, em todas as escolas daqui, tanto as municipais, estaduais e particulares. Este meu sonho não é como escritor, mas de uma pessoa apaixonada por Trindade, que este livro esteja presente nas bibliotecas de nossas escolas.


Você recomenda a leitura do seu livro por qual motivo?

Paulo Afonso. Eu recomendo a leitura do livro “Santuário Matriz: 100 anos de acolhida e evangelização” por vários motivos, dentre eles, o fato de a obra narrar a nossa história e falar de nossas raízes. Também para conhecer um pouco do Santuário Velho de Trindade e de sua importância para o surgimento de nossa cidade. É um livro belo, não por causa da autoria, pois qualquer jornalista ou historiador que o escrevesse faria com que continuasse belo. É a história. Uma linda história de amor de um Deus apaixonado por seus filhos.


Fonte: http://sergiovieira.zip.net/

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sementes da amizade

Um dia nos apartaremos
E tudo que fomos, serão
Motivos de lembranças
Da saudade que se fará
Pela ausência que fatalmente
Nos separará.

Por isso desejo ser intenso
Mesmo que breve nossa amizade
Produzindo vários frutos
E deles sementes
Que se plantarão
Em nossos sentimentos.
E assim, a separação
Não será uma partida final
De intensos momentos
Que foram construídos
Ao cruzarmos pela vida.

((Ataíde Lemos da Silva))
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Momento de Reflexão com Dom Gilson Andrade da Silva



‎"Não vos lembrais de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?'"(Mc 8, 18-19) - Recordar continuamente os inúmeros milagres da providência divina em nosso favor nos sustenta na fé especialmente quando parece que Deus está ausente e nos sentimos inseguros e com medo. Bom dia a todos!

Dom Gilson Andrade da Silva bispo auxiliar de Salvador - BA.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

“Não te preocupes tanto com que
acham de ti. Quem geralmente acha,
não achou nem sabe ver a beleza dos
avessos que nem sempre tu te revelas.”

((Pe. Fábio de Melo))
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Página de um diário

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A vida se organiza no confronto com Deus
O tempo corre implacável, oferecendo-nos, em nome de Deus, incontáveis oportunidades. Mas as pessoas andam apressadas e desejam um dia de quarenta e oito horas, para depois pretenderem mais. A velocidade dos meios de comunicação projeta adultos e jovens para metas sempre mais audaciosas. Alguém um dia disse que "o céu é o limite", expressão que até foi nome de programa de televisão. É natural que, a certo ponto da caminhada, alguém se pergunte a respeito dos rumos e do sentido da própria existência, como também a respeito dos critérios com os quais organiza o uso do precioso tempo. Sabemos que para Deus um dia é como mil anos e mil anos como um dia (Sl 89,4), mas nós estamos no tempo, dependemos de programa, calendários, agenda.

Até as crianças das etapas iniciais de vida escolar devem ter suas agendas, nas quais se enviam os recados aos pais ou as próprias crianças enfeitam com seus desenhos, números telefônicos e atividades programadas. Deparei-me com o Evangelho de São Marcos 1, 29-39 e pareceu-me ser possível reconstituir a organização da "agenda" de Jesus, para "aprender Jesus" e ajudar muita gente a se programar com critérios semelhantes. Nós o vemos na Casa de Oração dos Judeus, chamada Sinagoga, depois em visita à Casa de Simão e André. Ao cair da tarde, está cercado das multidões que desejam sua palavra e seus milagres. Na madrugada do dia seguinte, ei-lo em oração, num colóquio de amor com o Pai, recolhido em lugar deserto, antes de partir para novas etapas de missão.

A vida se organiza no confronto com Deus, tempo dedicado à oração cristã, que é a oração de Jesus. Oração pessoal e comunitária. Silêncio para estar com Deus e participação na vida da Igreja, sobretudo na missa dominical. Tomar um tempo a cada dia, bem escolhido, quando e como a pessoa se sentir bem, a Bíblia nas mãos, leitura, meditação, oração, contemplação e propósito de vida nova. Depois, como um bonito ramalhete composto com amor, levar tudo ao altar de Deus na Santa Missa. Nossa vida, no dizer do grande Dom Helder Câmara, fragmentada nos múltiplos afazeres, é posta à disposição de Deus. Dos muitos "caquinhos" ele compõe um magnífico mosaico, uma história de salvação.
Jesus vai à Sinagoga, onde todos ficaram admirados com seu ensinamento. Era um ensinamento novo, e com autoridade. E sua fama se espalhou rapidamente por toda a região da Galileia. (cf. Mc 1,21-28).

A Sinagoga era lugar privilegiado para a leitura e o aprendizado da lei, da Palavra de Deus. Até hoje e assim será sempre para os cristãos. Para discernir o que fazer, como fazer e como organizar a vida, faz-se necessário perguntar o que Deus pensa. Não é necessário aguardar revelações extraordinárias. "Já firmada a fé em Cristo e promulgada a lei evangélica nesta era de graça, não há mais razão para perguntar a Deus, desejando visões e revelações divinas, nem para que ele responda como antigamente. Ao dar-nos, como efetivamente nos deu, o seu Filho, que é a sua única palavra, e não há outra, disse-nos tudo de uma vez nessa palavra e nada mais tem a dizer" (cf. São João da Cruz, "Subida do Monte Carmelo", Livro 2, capítulo 22). Na Palavra está a fonte da vida e a iluminação para as decisões.

Jesus vai à casa de Simão e André. Vêm à tona suas prioridades, que depois se estendem com a atenção aos enfermos e necessitados. Ele está "na casa", estabelece relações pessoais e afetivas, cuida das pessoas, cultiva-as de tal modo que as contagia. De fato, a sogra de Simão, curada da febre, se põe a servir a todos (cf. Mc 1,31). Ele dedica tempo aos que sofrem mais, doentes, pobres e todos os necessitados. Tal indicação não seja desprezada. Vale a pena perguntar sobre o espaço dedicado em nossas vidas para o serviço gratuito e livre aos mais pobres. E os que sabem ser mais pobres não são dispensados de tal serviço. Antes, devem primar pelo amor uns aos outros, capaz de edificar as outras pessoas.

Muitos de nós já experimentamos ser procurados e visados pelas pessoas, o que aconteceu em primeiro lugar com o Senhor de nossa fé. Observadores mais curiosos do que piedosos notavam o comportamento de Jesus, até vigiando para ver se respeitava o sábado, jejuava ou lavava as mãos antes das refeições ou anotando seu comportamento religioso das prescrições da lei mosaica a serem cumpridas (Cf. Mc 2,16-28; Mc 3, 1-6; Mc 3, 20-21; Mc 7,1-23). É com imensa liberdade e com zelo missionário que Jesus quer pregar a todos e testemunhar o Reino pelo qual é apaixonado. Por isso seu programa contempla ir a outros lugares das redondezas, pois para isso ele veio, age com simplicidade, sem formalismo, com a imensa confiança no amor do Pai, com a qual quer contagiar a todos. Os que nele crêem se sabem sempre entregues às mãos da Providência santíssima, sem traumas ou receios que lhes tirem a liberdade. E assim convivem respeitosamente com todos, inclusive com os que têm convicções diferentes.

A nós cristãos chegue o apelo a olhar para a Cruz de Cristo, ponto mais alto e sinal de seu amor eterno. Nela ele se entregou "como remédio contra todos os males que nos sobrevêm por causa dos pecados, mas não é menor a utilidade quanto ao exemplo. Na verdade, a paixão de Cristo é suficiente para orientar nossa vida inteira. Quem quiser viver na perfeição, nada mais tem a fazer do que desprezar aquilo que Cristo desprezou na Cruz e desejar o que ele desejou. Na cruz, não falta nenhum exemplo de virtude" (Santo Tomás de Aquino, Colatio 6 super Credo in Deum). Assim, nossa vida será "organizada" e nossa agenda perfeita!

Que o Pai do Céu conceda a todos os homens e mulheres de fé o dom de priorizar em suas vidas o que efetivamente tem valor. Por isso a Igreja pede em sua oração que ele vele sobre a sua família com incansável amor, pois confiados apenas em sua graça, esperamos ser guardados sob a sua proteção.

Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

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"Muitas vezes queremos que o outro nos perdoe, mas nós não temos a disposição de mudar o que o magoa". Padre Fábio de Melo.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quantas vezes na sua vida você precisa bater na "porta da vida" de uma outra pessoa, para quem sabe você suportar o momento presente? Alegrias e tristezas não foram feitas para serem vividas na solidão.

Padre Fabio de Melo.
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"A dor é o preparo. A semente passa por todo um processo de crescimento, mas ela sabe que se não deixar de ser o que é, não atingirá seu objetivo. Não desista, está apertado, está achando que está difícil, mas a dor faz parte do processo. A sua dor não pode ser em vão. O que você faz com a sua dor? Faz um quadro? Faz música? A genialidade está em transformar a lata velha em ouro. Ou a dor me destrói, ou eu a transformo em processo de ressurreição".

Padre Fabio de Melo
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

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Palavras de Sabedoria com Prof. Onofre Guilherme

Amigo (a)
Um abraço gigante, profundo, saudoso.

Peço novamente licença para trocar olhares sobre o nosso tempo, com você. Não sei se concorda, mas sinto que a humanidade parece respirar a curtos ciclos. Há no “ar” universal uma certa inquietação antropológica. Parece que vivemos na iminência de um susto a cada dia.

Se antes, após a guerra fria, eram necessários, por exemplo, grandes hecatombes para promover mudanças cíclicas profundas, hoje basta a morte de um Steve Jobs, homem gigantesco, para promover no espírito coletivo (zeitgeist, ou espírito de época) e nas nossas singularidades íntimas uma sensação de que estamos caindo de um avião com o pára-quedas meio aberto, meio fechado (se é possível).

Vivemos como se estivéssemos em hiatos permanentes. Como se estivéssemos à espera de algo espetacular a cada turno de trabalho ou descanso. Há no ar, na cidade e no campo, um clima de insegurança sociológica e ontológica. O ser humano parece estar na corda bamba, aqui, em São Paulo, na Amazônia, na Suíça, nos morros e nos campos.

O medo parece cercar e preencher o ser humano com sua tenda misteriosa. Medo do que acontecerá na próxima década com nossos filhos e as inseguranças do mercado de trabalho. Medo quanto aos horários em que os mais fracos utilizam de suas inescrupulosidades e ceifam-nos bens e vidas. Medo de sermos ludibriados pelo admirável mundo virtual cada vez mais real.

Edgar Morin, na obra intitulada “As grandes questões do nosso tempo” prenunciou que a insegurança e a incerteza são constitutivas do nosso modo de viver. Talvez seja porque o homem está perdendo a visão do conjunto, tornando-se perigosamente fragmentário e sectário em sua realidade particular, privativa, local. 

Sem a consciência sobre a complexidade que é a teia da vida e sobre a sua participação no mistério de existir, todos nos apegamos ciosa e cegamente ao instante, ao imediatismo. O imediato tira-nos a esperança; a desesperança tira-nos a segurança; a insegurança faz-nos caminhar no chão como se estivéssemos sob plumas e sem seguranças necessárias.

As inúmeras facetas do terrorismo vão nos descaracterizando ontologicamente como se derretêssemos ante o sol escaldante. Cria no tecido social uma onda incontida de avanços temerosos sobre os seres humanos, tornando-nos algozes uns dos outros.

Talvez aqui estejam as razões mais sociológicas para que as pessoas se tratem com tanta desconfiança. Qualquer um que se aproxime, logo é visto como uma ameaça. Até romperem-se os lacres, muito sofrimento em decorrência dos isolamentos já foi processado pela nossa estrutura ávida pelo olhar atento do outro.

Nunca se viu na história da civilização um tempo tão marcado, por exemplo, por “escolhas” de vida solitária. Prefere-se ficar sozinho para não haver sofrimento. Prefere-se fechar as portas às amizades para não haver desordens nas casas e apartamentos. Tantas vezes, dirigir o olhar respeitoso é um gesto cada vez mais sofrível para tantos.

O clima de insegurança e de medo existencial transcende a pessoa e mira em direção ao cenário internacional. Após a tragédia de 11 setembro, não quem não olhe um avião passando sob os céus das megalópoles e não evoque, no mínimo inconsciente, as imagens cravadas nas paredes das nossas memórias coletivas. E o que não dizer dos “grandes aviões” que invadem nossos espaços sociológicos, a exemplo dos solavancos econômicos sempre mais leves e mais profundos? O que não dizer do “grande avião” da indiferença e do egocentrismo, verdadeiras chagas que nos consomem invisivelmente a cada dia?

Certamente a tábua da salvação do homem estará na solidariedade. Sentindo verdadeiramente na dinâmica da sororidade, do entrelaçamento fraterno é que o homem permanecerá ricamente com ele próprio. Não haverá superação do medo com a injeção de mais isolamento em nossas veias existenciais. Somente ocupando os lugares escuros, dentro e fora de nós, é que poderemos ter a certeza de que a luz veio, de que o medo se foi, de que a segurança do ser e do Estado instalaram-se decididamente em nós e nos nossos entornos de convivência diária.

Afinal, o medo se alimenta do medo.

Estejamos na paz.
Prof. Onofre Guilherme
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Cruz da JMJ lembrará Protomártires em Natal

Natal (RV) - A peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora na Arquidiocese de Natal (RN) vai relembrar o sacrifício dos Mártires do Rio Grande do Norte, também conhecidos como Protomártires do Brasil.

No dia 11 de fevereiro, os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) serão levados à Basílica dos Mártires, no bairro de Nazaré, e, em seguida para São Gonçalo do Amarante, na Comunidade do Uruaçu, um dos locais do martírio. Lá, no Monumento dos Mártires, haverá uma caminhada luminosa e uma vigília dos jovens.

Um grande show com mais de 20 artistas católicos vai marcar o começo da peregrinação dos Símbolos da JMJ em Natal. No dia 10 de fevereiro, na Arena Bote Fé, situada na Praia do Forte, vão se apresentar: Padre Zezinho, Padre Fábio de Melo, Padre Reginaldo Manzotti, Padre Antônio Maria, Cantores de Deus, Banda Rosa de Saron, Banda Dominus, entre outros.

O show é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, pela arquidiocese de Natal e pela Sony Music. Depois do Bote Fé, os jovens farão vigília no mesmo local e, a partir das 4h da madrugada do sábado, dia 11, iniciarão a peregrinação por vários pontos da capital potiguar, começando com missa na Catedral de Natal, às 6h, e prosseguindo até o Monumento dos Mártires, em Uruaçu, onde haverá nova vigília. A peregrinação continua no domingo, dia 12, até o meio-dia, quando a Cruz e o Ícone serão enviados para a Diocese de Caicó.
(CM)

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Pe. Fábio de Melo mostra seu novo CD e DVD à Paraíba

A música gospel volta a melhor casa de shows da Paraíba, Domus Hall, através da apresentação do padre Fábio de Melo neste sábado (4). Os ingressos já estão à venda na bilheteria da casa pelo site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br). A pista (meia entrada) custa R$ 30,00 e R$ 60,00 (inteira), o camarote individual está R$ 60,00 e o privê R$ 800,00 (para 10 pessoas). Ainda haverá venda de cadeiras que custam R$ 80,00 com vista privilegiada para o palco.

Campeão de venda de livros, Pe. Fábio de Melo apresenta sua nova turnê “No meu interior tem Deus” pela primeira na Paraíba. O show foi gravado ao vivo no Teatro Abril, em São Paulo, resgatando sua forte ligação com a música sertaneja-raiz, incluindo canções autorais e grandes sucessos do gênero.

Conhecido como um dos evangelizadores de maior destaque no país, o padre já lançou quinze CDs solos com temas que valorizam a religiosidade e a cultura mineira, inseridas em um contexto musical contemporâneo, além de se desdobrar como apresentador e palestrante.

O show

No palco ele revela estar a serviço da fé e se utiliza da música para transmitir mensagens divinas de esperança e amor. “Creio no poder da comunicação religiosa da música popular, e tento fazer com que a música seja ponte entre a palavra de Deus e o coração dos brasileiros”, disse Pe. Fábio.

No repertório da sua apresentação na Domus estão as canções “Estrela Perdida / Beirando o rio”, “Disparada”, “Vide, Vida Marvada”, “Peão”, “No meu interior tem Deus”, “Sou um Zé da Silva”, “Eu, a saudade e a viola”, “Triste Berrante”, “Filho adotivo”, “O menino e sua mãe no colo / Fogão de lenha”, “Caminheiro”, “Lamento Sertanejo”, “Poeira Vermelha”, “A vida do viajante”. Maiores informações no site: http://www.fabiodemelo.com.br/ SERVIÇO

Show de Padre Fábio de Melo na Domus Hall - www.domushall.com.br

Data: 04 de fevereiro de 2012

Local: Av. Flávio Ribeiro Coutinho, 123, João Pessoa - Manaira Shopping - 3º Piso

Atração: Padre Fábio de Melo

Compra de Ingressos: Bilheteria da Domus Hall ou pelo site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

Informações: Domus Hall (83) 3621.8383

Fonte: pbagora.com.br
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Programa Direção Espiritual






( Programa de 01/02/2011 Reprise de 26/10/2011)
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Como é bom ter amigos!

“O que nos diz os amigos
é essa capacidade de
sermos muitos, mesmo
quando somos dois.”

((Pe. Fábio de Melo))

Essa postagem de hoje dedico à minha amiga Renata Machado!
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